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sábado, 24 de julho de 2010

Som do leito

Vejo você em qualquer lugar, peço pra Deus pra nos colocar

Em um estado transitivo, obliquo e inerte

Pra ter o infinito prazer, beijos, olhares e que todos possam nos reconhecer como amantes.

Parece brincadeira mas não consigo nem falar

Todo esse teu, você, já se transformou em meu ar.

E ainda tento sobreviver as suas custas

Querendo sempre enaltecer o teu rosto.

Assim também mostro que preciso da sua ajuda

Parece, mas não é que eu seja preguiçoso.

É que eu quero está com você, pra só assim enxergar o pico das montanhas.

E assim poder ter o céu na linha do rosto.

E então acabar de vez com minha angustia

Que sempre está comigo quando não estou junto de quem gosto.

E queres saber tudo o que há, já não me surpreende em nada.

É que em teu mar eu viajo, sem ter medo de que ele seja teimoso.

É assim que me sinto mais livre, no ritmo das ondas

Que são entoadas pela sua voz.

Agora sei como é que vive um jangadeiro que sai do leito e procura a foz do rio.

Mas só assim ninguém sobrevive.

Sem beber das águas do rio.

O que você me diz disso?

Vai me deixar sentir o que há dentro de você?

Ou vai me fazer ficar aqui molhado pela chuva, sentado no meu da rua?

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