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domingo, 27 de junho de 2010

Par perfeito

Sinto muito, hoje eu vou por aqui.
E não precisa chorar, deixa que eu faço isso por nós dois.
Mas é melhor que seja assim
Prefiro que a gente fique bem.
Se é assim que tem que ser, então se cuida meu amor.
Meu querido, até logo, outra vida nos espera
Até mais.
Se cuida que a vida vai passar, só não deixa ela levar as lembranças boas dos nossos dias
Dos nossos risos de criança.
E a mágoa e o ódio?
Deixa pra lá, esquece que isso vai passar.
Não deixe isso convencer o amor, lembra que a gente foi bem maior que isso.
Lembra que teve muita coisa pior e passamos juntos.
Está bem querida, até outra vista, até quando a gente puder se encontrar.
Adeus!
Adeus!

Perigo da alma

O perigo é a alma do negocio, quando se fala de amor.
Ele é a arte, ele é moda ele foca o que a gente tem que fazer.
Se é pra abusar da face ou do rosto! Espera é lábio ou gozo?
É qualquer outra coisa que a gente possa usar.
Mas não tem mais o perigo gostoso, o perigoso do perigoso
O perigo latente demais!
Cadê o lamber a alma, o cerrar os dentes
o olhar de ficante o 14° amante?
Por onde ficou o rasgar-se inteiro o desejar um negro
que te pegue sem pudor?
Por onde anda você querida, que sonha com a realidade?
Estou falando de você ô maldita, falando sobre suas verdades.
Tá se escondendo de mim?
Não faça assim, faça direito, daquele jeito que só você sabe fazer, faça o calar!
A minha alma ainda te alcança?
Espero que sim, pois estou falando com tanta clareza que parece que falo de mim.

Verdades Distorcidas Sobre o Azul das Coisas

Do mar, se fez a mesma água
A mesma árvore, fez a mesma selva.
A arma que já te revolta, fica a mostra, pra te deixar sempre alerta
do perigo do lugar de árvores de ferro.
Dos sonetos, que servem pra mistificar o canto que é grito, choro e berro.
E além do mais, ouso o rádio, que vem sempre falar de amor.
O jornal com sua primeira página, mostra lindas pétalas de flor.
(É, vem cá, a gente alcança o portal desse mundo perfeito
Vem, vem cá, a gente pula enquanto uma canção bater no meu peito)
Os gatos do mar e os peixes do sol, publicam avenidas inteiras de lembranças.
E todo mundo acha o cheiro do verde intenso e verdadeiro
E o verdadeiro São Lourenço não existe mais.
Virou água e virou sol, virou noite e virou manhã
Virou Lua, virou marte
Virou pétalas de uma flor, que não existe no desejo de um só americano do sul.
Azul é a cor da violência, da fome, pobreza e destruição.
Faz muito tempo que o azul está na ausência, o vermelho predomina na imensidão.

O CHACHÁ

Lá vem a menina da flor, flor do meu amor, flor do meu querer
Lá vem você pra meninar, vem menina.
Lá vem você sem se esconder, meu deus o que vai ser
Se a cambada da foice chegar?
Olhe menina, mas deixe disso, pare com seu rebuliço, venha aqui venha chachá.
Pare menina, que além disso tem o nego do cortiço que tá querendo te pegar!
E se ele pegar haja foice no ar então vem menina
Vem menina, vem menina vem chachá pro nego não te pegar.
Pro nego não pegar meu amor que tem cheiro de flor.
Olhe menina você sincero vem aqui que eu também quero um pouco do teu rosado.
Deixe de todo o guero-guero mameluco não espera o sol nascer quadrado
Então vem logo menina, vem que eu também quero.
Então vem logo menina, vem que eu também quero.
Então vem logo menina, vem que eu também quero.
Então vem logo menina e deixe de guero-guero.
Mas não é que tem cabra da nascença da boa vista que pensa que ele aqui é muito macho.
Mas foi de tirar onda com a Vinceça minha branquela que disse: "vá procurar o diabo"
E chô...chô...chô...
Chô...chô...chô...Meu cumpadre
Chô...chô...chô... que o diabo espera o senhor.
Mas não é que a menina disse lá: chô...chô...chô.
Mas não é que a menina disse lá: chô...chô...chô.
Mas não é que essa menina tão formosa meu deus é a dona do meu amor!

ATÉ ONTEM

Só é você que sabe o que eu posso usar
Quais são os meus alarmes e qual o meu andar.
Teu jeito feminino me faz ressuscitar
Todos os meus instintos que vão te abusar
E a vergonha me pareceu caso raro
Sem limite de iludir, eu falo sério
Dividindo meu compromisso no crediário
Mas ter você aqui inteira é o que eu quero.
E é só de nostalgia que eu vou me alimentar
Junto com bebida para acelerar
O coração de um peito retardatário
Pois o compromisso de quem riu já se acabou.
Só o suserano ignora o vassalo
É que o tempo da malandragem ainda não findou.
Eu sinto teu perfume, eu sinto teu perfume.
Eu sinto teu perfume, e sinto vontade de vomitar
Todo meu ciúme com o resto do estrume
Das merdas que eu falo pra te conquistar.
E ridículo pra mim é quem ama pouco
Como vive o florista sem a sua flor?
Na calada da manhã eu sinto o gosto
Lembrando que a nossa noite não foi tão vã.
E vou ressuscitar, e vou ressuscitar e vou ressuscitar o que eu quero ser.
Lálálálá lálárí é muito pouco...
lálálálá rílálá é bom demais...
Lálálálá lálárí não quero outro
lálálálá rílálá eu quero mais.
Você é o que eu quero, você é quem eu quero
Você é quem eu quero pra não poder abusar.
De todo meu talento, de todo momento
e meu movimento de querer enganar.

sábado, 26 de junho de 2010

Universo paralelo

Olha, o meu tempo é tão intenso, que nem me serve mais.
Faço do recomeço, o acesso de quem procura paz.
Mas se nem as cervejas ajudam, então o que posso usar?
As palavras desfiguram o que eu quero falar.
Então deixa, então deixa, então deixa e me deixa deixar
Então deixa, então deixa, então deixa e me deixa deixar
Transfigura minha cura e faz ela curar.
Me segura em uma rua, só pra eu descansar.
E rever o universo paralelo, que um dia você me mostrou meu amor.
Talvez, nesse último momento, eu continue o que a gente começou.


domingo, 13 de junho de 2010

AMIGA CROCCIA


"Como se ganha um amigo? se deve perder algum valor?
A gente tem que se dá? se merecer? ou esperar que seja lá o que for?
E entre o bem-viver e o querer, está meu desejo lá?
A ti. Pra te encontrar? Bem, é mais lindo do que antes foi o verdadeiro amor.
Nunca vou conseguir esquecer, o que você conseguiu me mostrar.
Teu carinho, sonhos e muita coisa pra a gente brincar!
E o que acontece com a gente quando a gente deixa de amar esse amigo?
Será que dói tanto assim? Bem, isso vamos deixar pra lá!"