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sábado, 24 de julho de 2010

Aqui

Aqui na porta do quarto, paro.
Aqui olhando o tempo, Penso.
Aqui ouvindo música, sinto.
Aqui com o que tenho, vejo.
Assim segue envaidecida minha vida
Minto o roubo e mato minha imaginação.
Aqui atravessa um rio de partida
Fotos, filmes, sons, flores, anjos, minha respiração.
Aqui apego-me a cada ponto e vírgula
E deixo que os textos fiquem sem pontuação.
Aqui penso em cada deixa e em cada saída
Para todos que ficam e também pra o que não estão.
Roubo, penso e mato a saudade que me consome.
Paro, vejo e sinto alegria ao escrever teu nome.
Olho a porta enquanto ouso música.
Mas o que isso quer me dizer?
Que eu paro na porta do quarto?
Penso olhando pro tempo?
Sinto saudade quando ouso nossa música?
Tenho o mundo em minhas mãos quando te vejo?
Isso só pode ser aqui.
Aqui!

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