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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Visite-me quando Puder

Eu sou a alegoria da tua semana
A flor da saudade que fica na cama.
Sabedoria da benção que move teu mal gosto
A forte cicatriz em teu rosto.
Sou teu sorriso inato, perfeito
Tua boca, teus olhos, teu jeito.
Sou teu esquema todo fragmentado
Aprendiz de anjo malamanhado.
Também o demônio que vira-e-mexe te chama Aquele que você bate e deseja na cama.
Sou o menino nascido das tuas lembranças
Feto semi-parido que partiu sem herança.
Sou a sombra do teu sonho consumado.
Sou a vida corrida do aleijado.
Sou fera, fogo e ferida.
sou vá, ré, ía.
Sou a, o, ão
Sou?
Não.
Enfim, visite-me quando puder.

domingo, 1 de agosto de 2010

ONTEM, HOJE, AMANHÃ E DEPOIS.

Ontem eu estive um pouco distante de mim
Até parecia que não existia uma vida aqui
Mas hoje eu fiz voltar, fiz renascer e correr
A manhã vai renovar o que amanhã vou querer
E depois vai começar tudo de novo
E o que se foi novamente vai voltar.
Vai voltar, vai voltar...

Ontem eu quis preencher o vazio do amor
Acho que foi por você ter olhado pra mim.
Hoje vou contornar aquela rua onde te vi
Só pra me provar que só existe nós dois aqui.
E amanhã vou pedir a tua mão
Que mais tarde vai ajudar a me sustentar.
É que depois o que ficar pelo chão
Vai ficar, simplesmente, vai ficar.

E não será em vão o que meu coração vai falar
Que depois de tudo ele ainda precisa de um abrigo.
Ontem, hoje, amanhã e depois você vai ficar
Aqui comigo.