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sábado, 24 de julho de 2010

Som do leito

Vejo você em qualquer lugar, peço pra Deus pra nos colocar

Em um estado transitivo, obliquo e inerte

Pra ter o infinito prazer, beijos, olhares e que todos possam nos reconhecer como amantes.

Parece brincadeira mas não consigo nem falar

Todo esse teu, você, já se transformou em meu ar.

E ainda tento sobreviver as suas custas

Querendo sempre enaltecer o teu rosto.

Assim também mostro que preciso da sua ajuda

Parece, mas não é que eu seja preguiçoso.

É que eu quero está com você, pra só assim enxergar o pico das montanhas.

E assim poder ter o céu na linha do rosto.

E então acabar de vez com minha angustia

Que sempre está comigo quando não estou junto de quem gosto.

E queres saber tudo o que há, já não me surpreende em nada.

É que em teu mar eu viajo, sem ter medo de que ele seja teimoso.

É assim que me sinto mais livre, no ritmo das ondas

Que são entoadas pela sua voz.

Agora sei como é que vive um jangadeiro que sai do leito e procura a foz do rio.

Mas só assim ninguém sobrevive.

Sem beber das águas do rio.

O que você me diz disso?

Vai me deixar sentir o que há dentro de você?

Ou vai me fazer ficar aqui molhado pela chuva, sentado no meu da rua?

Aqui

Aqui na porta do quarto, paro.
Aqui olhando o tempo, Penso.
Aqui ouvindo música, sinto.
Aqui com o que tenho, vejo.
Assim segue envaidecida minha vida
Minto o roubo e mato minha imaginação.
Aqui atravessa um rio de partida
Fotos, filmes, sons, flores, anjos, minha respiração.
Aqui apego-me a cada ponto e vírgula
E deixo que os textos fiquem sem pontuação.
Aqui penso em cada deixa e em cada saída
Para todos que ficam e também pra o que não estão.
Roubo, penso e mato a saudade que me consome.
Paro, vejo e sinto alegria ao escrever teu nome.
Olho a porta enquanto ouso música.
Mas o que isso quer me dizer?
Que eu paro na porta do quarto?
Penso olhando pro tempo?
Sinto saudade quando ouso nossa música?
Tenho o mundo em minhas mãos quando te vejo?
Isso só pode ser aqui.
Aqui!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Coisas da minha cabeça

Eu vi
Que algo me dizia que teu olhar
Ia me fazer imaginar e recriar coisas na minha cabeça.
Sorri
E foi maior naquele ano
Naquele lugar e ainda recebendo tua benção.
Postei
Todas as minhas frases
E também as imagens que sempre tive vergonha de mostrar.
Apostei
Nossa lealdade
Amizade e fidelidade
Na incerteza de te procurar.
E então
Todo dia agarro meu coração
Que tenta escapar pelo pulmão na ânsia de te procurar.
Oras paixão!
Vê se liga a razão
Que esquece o não e diz pra te amar.
E o que mereço?
O berço? um beijo? um gesto?
Qual é o preço?
Centavos? vidas?
Ou o destino manifesto?
Não sei.
Só sei que bilhões de coisas passam na minha cabeça
Bilhões de coisas se agarram ao que minha alma deseja.
Bilhões de coisas me fazem pensar em você.

terça-feira, 20 de julho de 2010

TU.

Hoje eu vou gritar em todas as portas o teu nome.
Você vai ouvir até os traços do meu Ego.
É que hoje vou farejar o teu perfume como um cão que procura seu dono.
De porta em porta
De casa em casa
De vila em vila
De vida em vida
Até achar o cheiro do o resto do perfume que teu vestido vermelho deixou em meu mundo.
E vou chorar todas as minhas juras de amor.
Esbravejar com as pedras todo esse meu tempo de solidão.
E esperar... Até a próxima pista do quebra-cabeça.
Até que um dia possa sentir teu corpo e rasgar mais uma parte do vestido
Pra amarrar no meu cabelo e fingir ser seu boneco de pano
Só pra ficar no mesmo quarto que você.

domingo, 18 de julho de 2010

A SOMBRA DAS FLORES

E a questão das sombras?
E a questão das flores?
O que formam quando juntas?
Nomes? Aranhas? Paisagens?
E no momento que se dão
Viram amor? viram cor?
Ou continuam sendo sombra e flor?
Repete-se, repito o repetitivo.
Inverte-se o vértice do ângulo ativo.
Que linda essa falta de monogamia estética e razão.
Elas me fazem tocar e cantar por outras coisas
Por outros seres, novos modelos!
E o que vejo?
Farinha, sal e pimenta?
Ah meu amigo sertanejo, sabemos que é isso que te sustenta.
E na volta pra casa admiras tudo.
Desde o campo de flor até a sombra da noite.
Bem que eu queria ser assim.

domingo, 11 de julho de 2010

O TEMPO DO NUNCA E A RAZÃO DO AGORA.

É, se o tempo tivesse ouvido
Todas as preces que um dia guardei
E nunca quis contar
Pois, todas falam de você.
Ah, como o nunca pode ser
Algo tão frágil
Que ao amanhecer posso não mais aceitar.
Mas hoje de tarde vou querer ele pra mim.
Só pra poder dizer que nunca vou me afastar de você.
Bem, vejo que a razão...
Já não aceita partes
De um porto pequeno
No qual me escondi.
E agora onde posso estar?
E agora quem vai orientar essa bússola perdida do tempo, do nunca e da razão?
Agora não quero menos do que você toda pra mim
Agora não quero menos que...toda.