Vejo você em qualquer lugar, peço pra Deus pra nos colocar
Em um estado transitivo, obliquo e inerte
Pra ter o infinito prazer, beijos, olhares e que todos possam nos reconhecer como amantes.
Parece brincadeira mas não consigo nem falar
Todo esse teu, você, já se transformou em meu ar.
E ainda tento sobreviver as suas custas
Querendo sempre enaltecer o teu rosto.
Assim também mostro que preciso da sua ajuda
Parece, mas não é que eu seja preguiçoso.
É que eu quero está com você, pra só assim enxergar o pico das montanhas.
E assim poder ter o céu na linha do rosto.
E então acabar de vez com minha angustia
Que sempre está comigo quando não estou junto de quem gosto.
E queres saber tudo o que há, já não me surpreende em nada.
É que em teu mar eu viajo, sem ter medo de que ele seja teimoso.
É assim que me sinto mais livre, no ritmo das ondas
Que são entoadas pela sua voz.
Agora sei como é que vive um jangadeiro que sai do leito e procura a foz do rio.
Mas só assim ninguém sobrevive.
Sem beber das águas do rio.
O que você me diz disso?
Vai me deixar sentir o que há dentro de você?
Ou vai me fazer ficar aqui molhado pela chuva, sentado no meu da rua?