O sol da manhã vem abençoar o teu corpo nu.
Parece perceber que entre eu e você há um pergaminho azul.
Que descobrirá o sedento desejo de nos desalmar.
Então escorrerá todo vinho doce, que nos servirá como ilusão pra vista.
E mesmo não sendo um artista, vou interpretar um solilóquio meu.
Quem sabe um dia deus venha me resguardar.
Do momento, do tempo que me fez assim.
A quimera da maneira de ser ruim.
A lua da meia-noite vem mostrar desejos que nunca antes vi.
Então o pergaminho azul adentra meu corpo e se torna raiz
Não sou flor-de-lis, nem tão pouco Luiz.
Não venha me nomear.
Não rouba meu ar, ou transformar o que há.
Apenas me deixa na enquietiz
És minha pequena, branquinha ou morena, és minha solidão.
Não vou pensar em coração, ou amor, muito menos então pensar em ser.
Os seres imperfeitos, cada um com seu jeito, sujeitos a sobreviver, sobre o viver.
Pergaminho azul, transforma minha vida e me faz ser artista.