A mesma árvore, fez a mesma selva.
A arma que já te revolta, fica a mostra, pra te deixar sempre alerta
do perigo do lugar de árvores de ferro.
Dos sonetos, que servem pra mistificar o canto que é grito, choro e berro.
E além do mais, ouso o rádio, que vem sempre falar de amor.
O jornal com sua primeira página, mostra lindas pétalas de flor.
(É, vem cá, a gente alcança o portal desse mundo perfeito
Vem, vem cá, a gente pula enquanto uma canção bater no meu peito)
Os gatos do mar e os peixes do sol, publicam avenidas inteiras de lembranças.
E todo mundo acha o cheiro do verde intenso e verdadeiro
E o verdadeiro São Lourenço não existe mais.
Virou água e virou sol, virou noite e virou manhã
Virou Lua, virou marte
Virou pétalas de uma flor, que não existe no desejo de um só americano do sul.
Azul é a cor da violência, da fome, pobreza e destruição.
Faz muito tempo que o azul está na ausência, o vermelho predomina na imensidão.
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