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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Visite-me quando Puder

Eu sou a alegoria da tua semana
A flor da saudade que fica na cama.
Sabedoria da benção que move teu mal gosto
A forte cicatriz em teu rosto.
Sou teu sorriso inato, perfeito
Tua boca, teus olhos, teu jeito.
Sou teu esquema todo fragmentado
Aprendiz de anjo malamanhado.
Também o demônio que vira-e-mexe te chama Aquele que você bate e deseja na cama.
Sou o menino nascido das tuas lembranças
Feto semi-parido que partiu sem herança.
Sou a sombra do teu sonho consumado.
Sou a vida corrida do aleijado.
Sou fera, fogo e ferida.
sou vá, ré, ía.
Sou a, o, ão
Sou?
Não.
Enfim, visite-me quando puder.

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